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Notícia Postada em 20/11/2009
Durante a vida, curiosa como sou, verifiquei o quanto a aparência das pessoas é importante. Ela, muitas vezes, determina o futuro de muita gente, para o lado bom e para o lado ruim. Bom, para aqueles que embora não tenham muitos conhecimentos técnicos, mas sabem se vestir bem e primam por este cuidado, são aprovados para cargos que nem sempre são as pessoas mais indicadas. E ruim para outros, que poderiam estar executando muito bem as suas aptidões, mas que, por um capricho de quem os entrevista, reprova-os por estarem com uma aparência que não lhe é muito agradável.

Até me penitencio com esta definição, porque não posso negar que a aparência tem muita importância pra mim quando faço a avaliação de alguém. O meu primeiro olhar para uma pessoa é o físico. Racionalmente falando acho que não estou certa, mas tenho que admitir que é assim que funciona a minha cabeça.

Na semana passada fui convidada a participar de um jantar organizado pela mulher de um famoso comediante de TV, num hotel 5 estrelas, no Rio de Janeiro. Não vou citar nomes porque diante da insegurança em que vivemos no Rio, não convém contribuir para que alguém tire vantagens do que vou falar. O jantar não poderia ter sido melhor. O ambiente era lindo, os funcionários vestidos a caráter, a comida fantástica, tanto as entradas, como os pratos principais, sem falar nas sobremesas, enfim, perfeito!

Mas, um fato me chamou a atenção: como o evento era chique, todos foram muito bem vestidos. Só que, o fato de uma pessoa estar bem vestida não lhe confere nenhuma idoneidade. Simplesmente, ninguém neste hotel que é freqüentado por pessoas de muito alto poder aquisitivo, na sua grande maioria turistas, me parou sequer para perguntar onde eu ia. Claro, que eu também estava bem vestida, e, nem de longe ameaçaria a tranqüilidade de ninguém ali.

Mas, por que não? Apenas porque sou uma cidadã, trabalhadora e correta. Porém, este fato não quer dizer que somente por eu ter uma boa aparência eu não sou bandida. Os seguranças, além de não me perguntarem nada, ainda se aproximaram para me cumprimentar e perguntar se eu gostaria que eles tirassem uma foto minha naquele local paradisíaco. Fiquei pasma, ninguém traz escrito na testa se presta ou não.

Acho que estou contaminada com esta “paranóia” carioca, porque em todos os lugares onde vou, tenho que apresentar até certificados de bons antecedentes, e ali, onde, teoricamente, seria um lugar ideal para um assalto, ninguém solicitou sequer a minha identidade. Passei livremente por todos os seguranças, em todos os andares, sim, porque aproveitei a oportunidade para fazer um “tour” naqueles corredores maravilhosos, pois como turista, tenho muito pouca chance de freqüentá-los. O que é uma pena, reconheço! Mas, de repente, é o que mereço!

Regina Marçal – reginamarcal@entremulheres.com.br


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